sábado, 14 de julho de 2012

"MEDITAÇÃO"

NANQUIM SOBRE PAPEL PARDO 22cm X 28cm
"MEDITAÇÃO"

Um de meus estudos feito com paciência e com muita dedicação ao universo feminino. A inspiração para este desenho veio de uma fotografia que gostei muito. Ela é de uma beleza impar e que por alguns instantes me fez pensar a respeito de nossa vontade de poder encontrar o equilíbrio desejado. 
Mais uma vez lanço meu olhar para o Oriente e para beleza e complexidade de sua cultura.





sexta-feira, 15 de junho de 2012

Camille Claudel


Descobri Camille quando li uma biografia de Auguste Rodin. Fiquei muito curioso a respeito daquela mulher que aparentemente tinha um talento incrível.  Ir atrás de tudo que fizesse menção a esta mulher que passei a admirar cada vez mais passou a ser algo que dediquei-me por um algum tempo. Fico triste em saber que pouquíssimas de suas obras são conhecidas, ou até mesmo chegaram até nós como sendo dela. Quando assisti o filme CAMILLE CLAUDEL(França, 1988, Califórnia Filmes. Dirigido por Bruno Nuytten. Tendo Isabelle Adjani como Camille e Gérard Depardieu como Rodin) fiquei ainda mais maravilhado com essa mulher.
Camille era filha de Louis Prosper,um hipotecário, e Louise Athanaïse Cécile Cerveaux. Camille passou toda sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno, doutor Athanaïse Cerveaux, havia adquirido. Foi primeira filha do casal, sendo quatro anos mais velha que Paul Claudel. Ela impõe a seu irmão, assim como a sua irmã caçula Louise, sua forte personalidade. Ela comandava os dois desde pequena. Segundo Paul, seu irmão, ela declarou desde cedo seu desejo de ser escultora. Camille também tinha certas premonições e previu também que seu irmão se tornaria escritor e sua irmã Louise seria musicista.
Seu pai, maravilhado com seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades, a colocando em escolas e cursos de primeira linha. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu "capricho". O sonho de Camille é ser uma escultora de sucesso e vê essa vontade ameaçada pela mãe, que acha que ocorrem muitos gastos com a educação da menina.
Em 1881, já com 17 anos, sai de casa para ir em busca de seu grande sonho. Parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma escola que forma artistas escultores. Ela teve por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène— coleção particular) ou Paul aos treze anos (Paul à treize ans — Châteauroux).
O tempo passa, e seu professor Rodin, impressionado pela solidez e tamanha beleza de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê na rua da Universidade em 1885 e é nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).
Tendo deixado sua família pelo amor a escultura, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre, por quem é secretamente apaixonada, e ela mantem-se à custa de sua própria criação, pois ela ganha salário como aprendiz. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra de seu professor ou da aluna. As vezes se confunde em quem inspirou um ou copiou o outro, pois Camille faz tão bem seu trabalho que parece que a anos ela trabalha com arte. Suas esculturas e as de Rodin são muito idênticas, fato que aproxima os dois.
O tempo passa e Camille e Rodin se envolvem, e têm um caso ardente de amor. Porém Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: De um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua namorada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre, ou seja, acusam Camille de ter copiado todos os trabalhos de seu professor em vez dela mesma fazer. Muito triste e depressiva pelas acusações e por Rodin ainda ter outra mulher, Camille tentará se distanciar de Rodin e a fazer suas obras de arte sozinha. Percebe-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa (La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).
Ferida e desorientada, ainda mais por descobrir que seu romance com Rodin não passou de uma aventura para ele e que ele prefeiu a namorada, Camille Claudel passa a nutrir por Rodin um estranho amor-ódio que a levará à paranoia e a loucura. Ela instala-se então no número 19 do hotel Quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão, pois ama loucamente Rodin, mas ao mesmo tempo o odeia por ele tê-la abandonado. Ela se entregou a esse homem de corpo e alma e em troca só teve ingratidão e abandono. Apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot, seus amigos, ela não consegue superar a dor da saudade. Eugène Blot organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel, pois ele quer ajudar a amiga em dificuldade. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios. Ela passa a ficar estranha e obscessiva, querendo a morte de Rodin. Ela passa a se lembrar de seu passado, a mãe a impedindo de ser uma artista e lembranças ruins da infância passam a sufocá-la cada vez mais.
Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios. Entre seus sonhos doentes, ela acredita que Rodin roubará suas obras de arte para moldá-las e expô-las como suas, ou seja, ela acha que Rodin roubará as esculturas e falará que foi ele quem fez. Ela passa a achar que o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar suas obras de arte. Nessa fase ela passa a falar sozinha e já adquiriu a esquizofrenia. Também chora muito, e passa a ter ideias de suicídio. Camille cria histórias imaginárias que ela passa a achar que são puramente verdade. Nessa terrível época que suas crises de loucura aumentam, vive um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todas as pessoas, achando que todos a matarão. Ela se isola e como mora sozinha no hotel, ninguém sabe de sua condição, pois ela rompe a amizade com os amigos e passa a querer ficar e viver sozinha em seu quarto. Ela se mantém vendendo as poucas obras que ainda lhe restam.
Seu pai, seu porto-seguro, a única pessoa que a mais entendeu na sua vida, morre em 3 de março de 1913, o que piora por completo sua depressão e a faz sair da realidade mais ainda. Ela entra em uma crise violenta, quebrando tudo e gritando, e em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação e desespero, passando todo esse tempo amarrada e sedada. Morreu em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CHUCK CLOSE


Chuck Close (Charles Thomas Close) é um fotógrafo e pintor americano nascido em Washington em 1940 (Estados Unidos da América). Close utiliza como técnica sobretudo o Foto-realismo, técnica em que a pintura é similar a uma fotografia, e que se enquadra no movimento artístico denominado de Hiper-realismo.
Frequentou a Universidade de Washington, em Seattle, e a Faculdade de Arte e Arquitectura, em Yale. Enquanto estudante, Close foi fortemente influenciado pelo expressionismo abstracto muito em voga na pintura. Nas suas experiências começa a reduzir o tamanho das pinceladas ao mais pequeno grau ao ponto de minimizar ou mesmo eliminar a sua relevância. Por este motivo, o seu estilo foi muitas vezes comparado ao de movimentos artísticos como o minimalismo ou até o Foto-realismo, que procurava criar uma ligação entre a pintura e a fotografia na representação.
Ao receber uma bolsa de estudo, Close parte para Viena, na Áustria, para estudar na Akademie der Bildenen Künste. Em 1965, começa a trabalhar a partir de fotografias. A sua primeira exposição individual realizou-se em Nova Iorque, em 1970. É também nesta época que os seus retratos começam a ganhar reconhecimento. Um auto-retrato gigantesco a preto e branco foi o primeiro trabalho pintado a partir de fotografias, levando quatro meses a ser concluído. Para realizar este trabalho, Close fez várias fotografias de si próprio onde a cabeça e o pescoço ocupavam todo o enquadramento, transferindo depois ponto por ponto para a enorme tela, pintada com tinta acrílica e um aerógrafo.
Desde 1968 Chuck Close tem pintado diversos retratos de grande tamanho baseados em fotografias previamente tiradas por si. O seu primeiro quadro com aplicação desta técnica, "Big Self Portrait", um auto-retrato pintado a preto e branco, foi exibido na New York Gallery of Modern Art em 1973. Seguiram-se pinturas do rosto de amigos como Richard Serra ou Philip Glass. Desde então pinta frequentemente os mesmos retratos utilizando diferentes técnicas.
De longe os seus quadros são perfeitos retratos. Vistos de perto são incontáveis marcas de formas diversas (círculos, quadrados, …). Um dos quadros mais interessantes é o do rosto de uma mulher de idade avançada totalmente pintado com a impressão digital de Close.
Em 1988, Close fica paralisado numa cadeira de rodas devido a um coágulo sanguíneo na coluna vertebral. Mais tarde acabaria por conseguir readquirir a mobilidade parcial dos seus braços, mas, entretanto, não desiste e regressa à pintura, embora recorrendo a algumas técnicas que lhe permitissem trabalhar na sua cadeira de rodas. Passa a pintar com o pincel na boca. Os seus retratos são delineados pelos seus assistentes, para depois serem pintados por Close numa técnica similar à utilizada no Impressionismo e no Pontilhismo. O resultado é uma tela com pequenas pinturas que vistas a uma determinada distância parecem uma única imagem. Inúmeras fotografias de Chuck Close encontram-se integradas em colecções de instituições como o Art Institute of Chicago, o Philadelphia Museum of Art, o Whitney Museum of American Art, a Tate Gallery (Londres) e o Musee National d'Art Moderne (França). Entre 1989e 1999, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque organizou uma retrospectiva do seu trabalho.

Fonte WIKIPÉDIA E BING

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"DANAE"

"DANAE" ACRÍLICO SOBRE TELA, 45X50,5 cm
Desapontado por não ter herdeiros masculinos, Acrísio procura um oráculo, o qual respondeu-lhe que, mesmo se escondesse no fim da Terra, seria morto pelo seu neto, filho de Dânae.

A princesa era ainda virgem e, para que jamais tivesse um filho, o rei aprisionou-a numa torre de bronze (segundo a tradição, poderá tê-la escondido também num quarto subterrâneo, cujas paredes se ergueram em bronze, ou numa caverna), que manteve constantemente vigiada por seus guardas mais valorosos. Pretendia, assim, evitar que ela lhe desse um herdeiro, seu futuro assassino.

Apesar de todos esses cuidados, Zeus, tomado de amores pela jovem e bela princesa, transmuta-se numa chuva de ouro, e penetra no edifício por um orifício no teto deste, caindo sobre o colo de Dânae, engravidando-a. Foi assim gerado Perseu.

Coloquei minha Danae num jardim florido envolta numa numa neblina dourada de polem. Ela dorme serenamente... Ou será que esta no meio de um sonho de amor?

Com certeza esta sendo tocada, podemos até sentir a presença de Zeus enquanto espectadores. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

"O Jogo"

"O JOGO", ACRÍLICO SOBRE TELA 45X50,5cm
Este é um de meus trabalhos em que retrato uma mulher com câncer, mas que revela uma beleza imensa. O cobertor azul sendo apreciado num momento de reflexão. O deseje de viver e o planejar o futuro foram inseridos neste gesto aparentemente inconsciente. O painel xadrez revela o jogo em que muitas vezes nos envolvemos sem perceber. O desdobrar de tudo revelado numa quina do tabuleiro.

Esta tela é parte de um  desejo antigo. A saudade de uma pessoa de quem muito gostei e que fez parte de um belo momento em minha vida durante a adolescência. Infelizmente esta pessoa não conseguiu vencer o câncer, mas fez despertar em mim uma paixão imensa pela vida. Fui marcado pelo sorriso dessa pessoa e jamais pude esquecer aquele jeito alegre de viver.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

"MENINAS"

"MENINAS"
SANGUÍNEA E PASTEL A ÓLEO SOBRE CARTOLINA
25X30,5cm 1999

As meninas já se pintaram, colocaram colares de miçangas e pentearam os longos cabelos negros.  Uma longa festa irá começar. Todos na tribo estão felizes. Dançam em roda, como num agradecimento a terra. Um farto banquete é servido. 



terça-feira, 17 de abril de 2012

ANNE SOFIE MADSEN

Nascido e criado na Dinamarca, Anne Sofie Madsen estudou na Academia Real Dinamarquesa de Escola de Belas Artes de Design. 

Anne Sofie Madsen treinado por John Galliano para a Dior em Paris e trabalhou para previsores Peclers tendência aclamados, antes de se mudar para Londres para trabalhar para Alexander McQueen como Designer Junior.

Com um impressionante currículo Anne Sofie Madsen estreou com sua coleção de alta costura de inspiração durante a London Fashion Week, em 2010, anunciado pelo Escoteiro Moda Vauxhall como um novo talento em ascensão.

Anne Sofie Madsen lançou sua gravadora de mesmo nome seguido da estréia de sua coleção cápsula SS12 durante Copenhagen Fashion Week em agosto de 2011.

Fiquei muito impressionado com o trabalho dela. Seus traços e cores mexem com o imaginário das pessoas apaixonadas por ilustrações. Um trabalho muito bonito que realmente nos remete a um tipo de arte que veio para ficar. Uma leva de artistas multifacetados que não para de criar e inovar em cada área que atua ou que venha a atuar.