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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Billie Holiday


Estava aqui revirando meu acervo musical e encontrei uma das vozes maravilhosas do jazz, a fantástica, Billie Holiday(Eleanora Fagan Gough). Nascida na Filadélfia em 7 de 1915. Seu pai abandonou a família quando ela ainda era um bebê, seguindo mundo afora com uma banda de jazz. 
Teve uma infância difícil, foi violentada aos dez anos de idade por um vizinho, foi enviada para uma casa de recuperação para vitimas de abuso sexual. Pouco depois passou a trabalhar em prostíbulos limpando o chão, e aos quatorze anos de idade começou a se prostituir. Mas em 1930 começou a cantar por um acaso do destino e num ato de desespero, nascendo assim um dos fenômenos do jazz. 
Por três anos cantou em diversas casas noturnas, ficou bastante conhecida, aponto de chamar a atenção do crítico John Hammond, que foi quem lhe ajudou a gravar seu primeiro disco.
Billie ficou bastante famosa, mas também vivia noitadas a base de álcool e drogas. Em 1940 teve uma crise de depressão profunda, talvez abalada pelos ecos do passado. Era visível a situação deplorável em que estava. Mesmo assim ainda era capaz de encantar.
Em 1956 publicou sua autobiografia Lady Sings the Blues, que décadas depois foi levado as telonas do cinema.
No inicio de 1959 descobre que está com cirrose hepática, parou de beber, mas pouco tempo depois retorna ao vício. Este período foi bastante turbulento, a Diva do Jazz estava irreconhecível. Morre no dia 17 de julho de 1959, no Hospital Metropolitano, Nova York.
Com tudo que passou, as histórias de sua vida, com todas as polêmicas e tudo mais. Nada disso pode apagar seu legado e talento musical.


domingo, 1 de novembro de 2015

"PIETÀ FLORENTINA" MICHELANGELO BUONARROTI


Tenho uma paixão imensa por esta escultura e por todos os enigmas que a rondam até hoje. A escultura é composta por quatro figuras dispostas num formato piramidal, estando Jesus no centro. Esculpida em mármore aos setenta e cinco anos de idade, mas não chegou a ser finalizada. 

Nicodemo (auto-retrato) sustenta o corpo de Cristo; do lado esquerdo esta Maria, sua mãe, que o abraça carinhosamente; do lado esquerdo, Maria Madalena, que ajuda a sustentar o corpo apoiada sobre o joelho direito. 




O Cristo ao centro com suas formas alongadas, atribuídas ao Maneirismo, mãos grandes e belas, um rosto sereno, sem as torções dramáticas. Pura serenidade.
Alguns contam que durante o processo a escultura trincou e Michelangelo, e frustrado tentou destruí-la a golpes, mas foi detido por seu criado, a quem presenteou a obra inacabada. Mas tem aqueles que afirmam, que seu amigo e aluno, Tibério Calcagni, concluiu os traços do rosto de Madalena e posteriormente vendida a Francesco Bandini por duzentos escudos. 
Alguns estudos recentes afirmam que a obra foi fragmentada em golpes violentos, num momento de fúria e frustração ao se deparar com uma rachadura, como representado no esquema abaixo.

Costumo dizer que sua obra esta repleta de um lirismo sem fim, e que todos os dramas e enigmas a torna extremamente apaixonante. A esta obra dediquei muitas horas de estudos, o que culminou por um acrílico sobre tela dominado por nuances de vermelho e dourado. Uma bela tela, a qual tenho uma paixão particular.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

KANDINSKY: TUDO COMEÇA NUM PONTO (CCBB DF)



Wassily Kandinsky ( Nascido em Moscou, artista russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939. Na década de 1910 Kandinsky desenvolve seus primeiros estudos não figurativos, fazendo com que seja considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. 






O CCBB DF recebe 72 obras, entre telas e outras peças. Seu trabalho é um colorido altamente contagiante. Os traços e as formas agradam a todas as idades.


Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
SCES, Trecho 02, lote 22


TEL (61) 3108-7600

De quarta a segunda, das 9h às 21h
De 12/11 a 12001Entrada franca

sexta-feira, 27 de junho de 2014

FRANCESCO JACOBELLO


Francesco Jacobello nasceu em 1970 em Militello, Sicília, Itália. É um dos artistas contemporâneos que mais admiro. Seus trabalhos são de uma beleza única. Suas obras hoje fazem parte de varias coleções particulares e acervos de algumas galerias bem conceituadas. Tudo isso graças a seu talento e persistência. Sempre buscando dar o melhor de si. 

Sou um grande admirador de seu trabalho. E não tem como não gostar, visto que tudo que ele faz esta cheio de sincronismo, algo que me fascina muito desde criança. As cores de sua paleta estão repletas de vida, emanando calor e muita energia. Existe um não sei quê de poesia e notas musicais em tudo que vejo. Vindo de Jacobello tudo é muito carismático.

"Me mudei com freqüência em torno de Itália e Europa desde os 16 anos, eu sempre tive um fascínio com o Reino Unido, Londres, os ônibus vermelhos e o estilo de vida britânico. Mudei-me para o Reino Unido há 10 anos, foi um pouco difícil no início, especialmente se você está por conta própria, mas olhando para trás agora, eu acho que faz tudo valer a pena....! Eu já expostos em diversas galerias, bibliotecas e outros locais, primeiro na Itália e no Reino Unido, muitas obras de arte dos meus fazem parte de coleções públicas e privadas na Sicília, Itália, Reino Unido, Suécia, França, Suíça, Nova York, Canadá, Alemanha, Flórida. " (Francesco Jacobello)








quinta-feira, 23 de maio de 2013

MODIGLIANI


AMADEO CLEMENTE MODIGLIANI, nascido em Livorno na Itália, em 12 de julho de 1884. Ele foi o quarto filho de Flaminio Modigliani e Eugénie Garsin, que era filha de Isaac e Régine Garsin. Na época, os Garsin eram relativamente abastados - sobretudo um dos irmãos de Eugénie, Amédée Garsin, que enriquecera especulando com imóveis e mercadorias. No entanto os Modigliani tinham empobrecido, chegando à falência. Flaminio dedicava-se aos vários negócios da família, que incluíam mineração e agricultura na Sardenha, além de atividades comerciais em Livorno. Mas os negócios andaram mal. Foi o nascimento de Amedeo que salvou a família da ruína total, pois, de acordo com uma lei antiga, os credores não podiam tomar a cama de uma mulher grávida ou de uma mãe com um filho recém-nascido. Os oficiais de justiça entraram na casa da família, justamente quando Eugénie entrou em trabalho de parto. A família então protegeu seus pertences mais valiosos colocando-os por cima da cama da parturiente.


Quando criança foi acometido por várias doenças graves - pleurisia, tifo e tuberculose, que comprometeram sua saúde pelo resto da vida e cujo tratamento forçava-o a constantes viagens, até sua mudança definitiva para Paris, em 1906. Devido ao problemas de saúde não pôde ter educação formal e voltou-se para o estudo da pintura, iniciado na cidade natal, que prosseguiu em Veneza e Florença. Foi sua mãe que teve importante papel em sua educação, sendo estas aulas até os dez anos de idade. Os primeiros desenhos surgiram de forma precoce, antes mesmo de ir para a escola. Aos quatorze anos, durante uma crise de febre tifoide, ele delirava e, em seu delírio, falava que queria acima de tudo ver as pinturas no Palazzo Pitti e nos Uffizi, em Florença. Sua mãe então prometeu a ele que, assim que se recuperasse, ela o levaria a Florença; de fato, não só cumpriu a promessa como permitiu que o filho fosse trabalhar no estúdio de Guglielmo Micheli, um dos pintores mais conhecidos de Livorno, de quem Amedeo recebe as primeiras noções de pintura. Foi lá que adquiriu grande conhecimento e com grande voracidade captava tudo que estava ao seu redor e nutria sua alma de todo esplendo e paixão por pintura. No ateliê de Micheli, ele conhecerá, em 1898, o grande Giovanni Fattori, sendo assim influenciado pelo movimento dos Macchiaioli, em particular pelo próprio Fattori e por Silvestro Lega.


Era um boêmio, um homem da noite que apreciava absinto e retratava suas raparigas nuas e que muito escandalizaram a sociedade da época. Não tem como não ficar apaixonado por suas aventuras amorosas e pelas belas telas nascidas de tais paixões. Um homem que evocava Cézanne em suas pinturas, com sua paixão notada pelos traços da arte africana. Sim, foi na arte africana que ele mais espelhou sua obra, com suas formas alongadas e de uma falsa beleza singela. Falsa, pois existe ai um grande engano, vejo nelas uma complexidade e uma força a qual não consigo descrever.

Certa vez ele procurou um negociante de artes para vender algumas de suas telas, e o negociante sabendo de suas necessidades ofereceu uma quantia irrisória pelos quadros, ofendido, o pintor pega uma vara fura as telas e sai pelas ruas com elas penduradas às costas.

Em 1906, Modigliani transfere-se para Paris e, ao fim de três anos de vida boêmia, executa uma de suas obras mais importantes: O violoncelista, que expôs no Salão dos Independentes de 1909.


Sua grande musa foi Jeanne Hébuterne, uma joven de dezenove anos que estudava na Académie Colarossi e com quem teve uma filha, Jeanne, em 1918. Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, a fim de recuperar-se. Retorna a Paris ao final de 1918.

Estava cada dia pior e não tinha muito a ser feito. Foi na noite de 24 de janeiro de 1920, aos 35 anos, Modigliani morre de tuberculose. No dia seguinte à morte do companheiro, Jeanne, grávida de nove meses, suicida-se, atirando-se do quinto andar de um edifício. Uma grande multidão assiste o funeral de de ambos no famoso Cemitério do Père-Lachaise, em Paris. A filha Jeanne é adotada pela irmã de Modigliani, e mais tarde veio a escrever a biografia de seu pai. 




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ALEIJADINHO, UM DE MEUS ESCULTORES FAVORITOS




Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, nasceu enm 29 de agosto de 1730, na cidade de Vila Rica.
Pouco se sabe com certeza sobre sua biografia, que permanece até hoje envolta em cerrado véu de lenda e controvérsia, tornando muito árduo o trabalho de pesquisa sobre ele e ao mesmo tempo transformando-o em uma espécie de herói nacional. A principal fonte documental sobre o Aleijadinho é uma nota biográfica escrita somente cerca de quarenta anos depois de sua morte. Sua trajetória é reconstituída principalmente através das obras que deixou, embora mesmo neste âmbito sua contribuição seja controversa, já que a atribuição da autoria da maior parte das mais de quatrocentas criações que hoje existem associadas ao seu nome foi feita sem qualquer comprovação documental, baseando-se apenas em critérios de semelhança estilística com peças documentadas.



Muitas dúvidas cercam a vida de Antônio Francisco Lisboa. Praticamente todos os dados hoje disponíveis são derivados de uma biografia escrita em 1858 por Rodrigo José Ferreira Bretas, 44 anos após a morte do Aleijadinho, baseando-se alegadamente em documentos e depoimentos de indivíduos que haviam conhecido pessoalmente o artista. Contudo, a crítica recente tende a considerar essa biografia em boa medida fantasiosa, parte de um processo de magnificação e dramatização de sua personalidade e obra, numa manipulação romantizada de sua figura cujo intuito era elevá-lo à condição ícone da brasilidade, um misto de herói e artista, um "gênio singular, sagrado e consagrado", como descreveu Roger Chartier. O relato de Bretas, contudo, não pode ser completamente descartado, pois sendo a mais antiga nota biográfica substancial sobre Aleijadinho, sobre ela se construiu a maioria das biografias posteriores, mas as informações que traz precisam ser encaradas com algum ceticismo, sendo difícil distinguir o que é fato do que foi distorcido pela tradição popular e pelas interpretações do escritor. Biografias e estudos críticos realizados pelos modernistas brasileiros na primeira metade do século XX também fizeram interpretações tendenciosas de sua vida e obra, aumentando a quantidade de estereótipos em seu redor, que ainda hoje se perpetuam na imaginação popular e em parte da crítica, e são explorados tanto por instâncias culturais oficias como pelas agências de turismo das cidades onde ele deixou sua produção.
 
A primeira notícia oficial sobre Aleijadinho apareceu em 1790 em um memorando escrito pelo capitão Joaquim José da Silva, cumprindo ordem régia de 20 de julho de 1782 que determinava se registrassem em livro oficial os acontecimentos notáveis, de que houvesse notícia certa, ocorridos desde a fundação da Capitania de Minas Gerais. O memorando, escrito ainda em vida de Aleijadinho, continha uma descrição das obras mais notáveis do artista e algumas indicações biográficas, e em parte nele se baseou Bretas para escrever os Traços biográficos relativos ao finado Antônio Francisco Lisboa, distinto escultor mineiro, mais conhecido pelo apelido de Aleijadinho, onde reproduziu trechos do documento original, que mais tarde se perdeu.
 
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, era filho natural de um respeitado mestre de obras e arquiteto português, Manuel Francisco Lisboa, e sua escrava africana, Isabel. Na certidão de batismo invocada por Bretas consta que Antônio, nascido escravo, fora batizado em 29 de agosto de 1730 na então chamada Vila Rica, atual Ouro Preto, na freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, tendo como padrinho Antônio dos Reis e sendo alforriado na ocasião por seu pai e senhor. Na certidão não consta a data de nascimento da criança, que pode ter ocorrido alguns dias antes. Entretanto, há argumentos fortes que levam atualmente a se considerar mais provável que tenha nascido em 1738, pois em sua certidão de óbito consta como data de seu falecimento 18 de novembro de 1814, acrescentando que o artista tinha então 76 anos de idade. A data de 1738 é aceita pelo Museu Aleijadinho localizado em Ouro Preto, e segundo Vasconcelos o manuscrito original de Bretas, encontrado no arquivo da Arquidiocese de Mariana, remete o nascimento a 1738, advertindo corresponder a data ao registrado na certidão de óbito do artista; o motivo da discrepância entre as datas no manuscrito e no opúsculo que foi impresso não é clara. Em 1738 seu pai casou com Maria Antônia de São Pedro, uma açoriana, e com ela deu quatro meios-irmãos a Aleijadinho, e foi nesta família que o artista cresceu.


Segundo Bretas o conhecimento que Aleijadinho tinha de desenho, de arquitetura e escultura fora obtido de seu pai e talvez do desenhista e pintor João Gomes Batista. Terá frequentado o internato do Seminário dos Franciscanos Donatos do Hospício da Terra Santa de 1750 até 1759, em Ouro Preto, onde aprenderia Gramática, Latim, Matemática e Religião. Entrementes, assistia seu pai nos trabalhos que ele realizava na Matriz de Antônio Dias e na Casa dos Contos, trabalhando também com seu tio Antônio Francisco Pombal, entalhador, e Francisco Xavier de Brito. Colaborou com José Coelho Noronha na obra da talha dos altares da Matriz de Caeté, projeto de seu pai. Data de 1752 o seu primeiro projeto individual, um desenho para o chafariz do pátio do Palácio dos Governadores em Ouro Preto.

Em 1756 pode ter ido ao Rio de Janeiro acompanhando Frei Lucas de Santa Clara, transportador do ouro e diamantes que deveriam ser embarcados para Lisboa, onde pode ter recebido influência dos artistas locais. Dois anos depois teria criado um chafariz de pedra-sabão para o Hospício da Terra Santa, e logo em seguida lançou-se como profissional autônomo. Contudo, sendo mulato, muitas vezes foi obrigado a aceitar contratos como artesão diarista e não como mestre. Da década de 1760 até próximo da morte realizou uma grande quantidade de obras, mas na ausência de documentação comprobatória, diversas têm uma autoria controversa e são a rigor consideradas apenas atribuições, baseadas em critérios de semelhança estilística com sua produção autenticada. Em 1767 morreu-lhe o pai, mas Aleijadinho, como filho bastardo, não foi contemplado no testamento. No ano seguinte alistou-se no Regimento da Infantaria dos Homens Pardos de Ouro Preto, onde permaneceu três anos, sem descontinuar sua atividade artística. Neste período recebeu encomendas importantes: o risco da fachada da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Sabará, e os púlpitos da Igreja São Francisco de Assis, de Ouro Preto.

Em torno de 1770 organizou sua oficina, que estava em franca expansão, segundo o modelo das corporações de ofícios ou guildas medievais, a qual em 1772 foi regulada e reconhecida pela Câmara de Ouro Preto. Ainda em 1772, no dia 5 de agosto, foi recebido como irmão na Irmandade de São José de Ouro Preto. Em 4 de março de 1776 o governador da Capitania de Minas, Dom Antônio de Noronha, cumprindo instruções do vice-rei, convocou pedreiros, carpinteiros, serralheiros e ferreiros para integrarem um batalhão militar que trabalharia na reconstrução de um forte no Rio Grande do Sul. Aleijadinho teria sido obrigado a atender ao chamado, chegando a se deslocar até o Rio de Janeiro, mas então teria sido dispensado. No Rio providenciou o averbamento judicial da paternidade de um filho que tivera com a mulata Narcisa Rodrigues da Conceição, filho que se chamou, como o avô, Manuel Francisco Lisboa. Mais tarde ela o abandonou e levou o filho para o Rio, onde ele se tornou artesão.

Em 1796 recebeu outra encomenda de grande importância, para a realização de esculturas da Via Sacra e os Profetas para o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, consideradas a sua obra-prima. No censo de 1804 seu filho apareceu como um de seus dependentes, junto com a nora Joana e um neto. Entre 1807 e 1809, estando sua doença em estado avançado, a sua oficina encerrou as atividades, mas ele ainda realizou alguns trabalhos. A partir de 1812 sua saúde piorou e ele passou a depender muito das pessoas que o assistiam. Mudou-se para uma casa nas proximidades da Igreja do Carmo de Ouro Preto, para supervisionar as obras que estavam a cargo de seu discípulo Justino de Almeida. A esta altura estava quase cego e com as capacidades motoras grandemente reduzidas. Por um breve período voltou para sua antiga moradia, mas logo teve de acomodar-se na casa de sua nora, que de acordo com Bretas se encarregou dos cuidados de que necessitava até que ele veio a falecer, em 18 de novembro de 1814. Foi sepultado na Matriz de Antônio Dias, em uma tumba junto ao altar de Nossa Senhora da Boa Morte, de cuja festa pouco antes tinha sido juiz.









segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CHOBUNSAI EISHI

Chobunsai Eishi nasceu em 1756 filho mais velho de um samurai oficial Edo da família Hosoda. Estudou com Kanô Michinobu e serviu como pintor da corte shogun por alguns anos. Como muitos artistas japoneses seu nome é um pseudônimo artístico. Eishi lhe foi dado pelo shogun Tokugawa leharu, enquanto que seu nome artístico Chobunsai, também usa o símbolo sai (斎) com o significado de estúdio, como fizeram muitos outros artistas japoneses: Hokusai, Kôryusai, Keisai Eisen and Ichiryusai Hiroshige. Em 1780, aos 24 anos, sua arte teve uma reviravolta: ele deixou de pintar para a elite, passando a se dedicar ao ukiyo-e. Seu estilo tem elementos distintos refinados e cheios de graça, com belezas graciosas, altas e esbeltas. 

Chôbunsai Eishi, também conhecido como Hosoda Eishi, foi um ukiyo-e pintor e designer de impressão, conhecido principalmente por suas representações de alto, magro, belezas graciosas. 

O filho mais velho de um oficial local samurai de Edo da família Hosoda, Eishi estudou sob Kano Michinobu , e serviu como um pintor da corte oficial para o shogunato para um número de anos. Ele segurou hatamoto posto e teve uma renda de 500 koku . Sua arte-nome , Eishi, lhe foi concedido pelo shogun Tokugawa Ieharu si mesmo. Chôbunsai é também um pseudônimo, um nome de estúdio, usando o personagem sai (斎) em seu significado de "estúdio", tanto quanto fez a artistas Hokusai , Koryusai , Keisai Eisen e Ichiryûsai Hiroshige . 

Em meados da década de 1780, no entanto, Eishi fez uma mudança dramática, e mudou-se do reino da pintura de elite para ukiyo-e. Depois de trabalhar em ilustrações para kibyôshi por vários anos, em 1789, começou a produzir ukiyo-eobras a sério, incluindo folhas soltas gravuras e pinturas. Seu estilo mostra influências de Utamaro , Kiyonaga Torii e outros, mas tem elementos distintivos também. Eishi mulheres são alto e esguio, uma continuação e desenvolvimento de uma tendência iniciada por Utamaro e Kiyonaga, e possuem um refinamento e graça raramente ultrapassou os números embijinga por outros artistas. 

Por volta de 1798, ele abandonou a projetos de impressão, e voltou sua atenção mais para a pintura. Diz-se que um de seus handscrolls, descrevendo cenas ao longo do Sumidagawa, impressionou tanto os clientes ricos para quem foi pintado que eles apresentaram-lo em uma exibição especial para a família imperial. Esta foi uma honra especialmente rara para um pedaço plebeu ukiyo-e, uma que talvez nenhum artista ukiyo-e outro já se. 

Apesar de nunca Eishi formalmente estabelecida uma escola e treinados, mas alguns alunos diretos, ukiyo-e conhecedor de Richard Lane identificam uma série de artistas que seguiu os passos de Eishi, descrevendo-os como "uma das figuras mais fascinantes secundárias em ukiyo-e história”. Incluem Eishôsai Choki, Chokosai Eisho, Rekisentei Eiri ,Chôkyôsai Eiri e Ichirakutei Eisui .